Projeto Arroz Instantâneo

Business Plan interativo - os 12 cenários, horizonte de 10 anos

Como usar: mexer em qualquer controle recalcula todas as tabelas do documento na hora. O arquivo abre no cenário recalibrado (gôndola 3,19 · margem do varejista 25% · dívida 60%); para partir das premissas originais, clique em "Plano original" e ajuste a partir daí. As premissas por trás de cada número estão nas caixas abaixo dos controles e nos anexos.
Estrutura, volumes e custos: estudos da equipe Liotécnica (10/07/26) · valores em R$ constantes.
2,60miojo hoje: 2,79-2,893,60
Preço-alvo ao consumidor final.
10%balanços do setor: 19-26%50%
Markup sobre o custo. Benchmarks auditados na caixa "Premissas de preço".
0%mercado: 1,5-4% grandes contas · 5-8% pulverizado15%
Na planta dentro da Lio a venda usa a equipe própria (0%). 8% = taxa de lançamento; regime negociável a 3-5%.
0% = só capital próprio70%
Mix ECA + BNDES + linha de giro - tipo, taxa e prazo na caixa "Premissas de financiamento".
Lançamento pesado convergindo ao regime, ou cronograma fixo.
Preço de venda resultante (sell-in)
R$ 2,50
= gôndola ÷ (1 + margem do varejista)
dívida 60% · capital próprio 40%
Cenários de um clique:
Premissas de preço - por que a margem do varejista importa e de onde vêm as faixas

O plano original assumia que o varejo acrescenta ~50% ao preço faturado ("markup"), levando R$ 2,00 a ~R$ 3,00 na gôndola. Os balanços publicados pelos operadores de cash & carry mostram margens muito menores - logo, a mesma gôndola de ~R$ 3,00 comporta um preço de venda maior para a Liotécnica. Este simulador deixa a escolha aberta (controle 2): o preset "Plano original" usa 50%; a faixa realista do canal é 19-30%.

sell-in = gôndola ÷ (1 + markup) · margem sobre venda = 1 - sell-in ÷ gôndola

Com impostos iguais na compra e na venda do varejista (mesmo NCM, sem ST), a relação é exata - os créditos e débitos de ICMS/PIS/COFINS se cancelam na margem percentual.

VarejistaModeloMargem brutaMarkup equiv.
Atacadão (Carrefour BR)Cash & carry16,0% (1T25)19,0%
Tenda AtacadoCash & carry16,3% (DF 2022)19,5%
AssaíCash & carry16,8% (2025)20,2%
Grupo Mateus - atacarejoCash & carry20,9% (2025)26,4%
GPA (Pão de Açúcar)Varejo premium27,7%38,3%
Premissa do plano original-33,3% (implícita)50%

Margens brutas reportadas em resultados auditados (verde = canal-alvo). Marca nova tende a pagar "margem de abertura" acima da média do canal (20-30%) até provar giro - por isso o padrão do simulador é 25%.

Premissas de financiamento - que dívida é essa e a que custo
TrancheO que financiaTaxa real*Prazo · carência
Crédito de exportação (ECA)
EIFO-Dinamarca (Cabinplant) e Sinosure-China (Jiude)
Até 85% do equipamento importado (~35-40% do CAPEX)6,5% a.a.8 anos · 1 de carência
BNDES Finem/FINAME
via agente financeiro
Até 80% do equipamento nacional e obras11,0% a.a.
(TLP ~7,5% + spreads)
10 anos · 2 de carência
Linha bancária (CDI)Capital de giro (contas a receber, 45 dias) - sempre ativa, em qualquer configuração; o controle 4 rege apenas ECA + BNDES12,5% a.a.rotativa

*Taxas em termos reais (acima da inflação), coerentes com o modelo em R$ constantes. Indicativas de mercado em jul/26 - cotações formais pendentes (fornecedores intermedeiam a ECA; BNDES via agente). Amortização SAC anual.

Como as tranches se combinam:

  • Primeiro a mais barata: ECA, até 85% do valor importado (35% do investimento na linha 1.500; 40% na 4.000);
  • O restante em BNDES, até 80% do equipamento nacional;
  • O conjunto é reduzido proporcionalmente até o teto de dívida escolhido no controle 4.
Exemplo - linha 4.000 com 60% de dívida (R$ 36,8 M):
ECA R$ 20,9 M a 6,5% + BNDES R$ 15,9 M a 11,0% → taxa média ≈ 8,4% a.a. real

A taxa média de cada cenário aparece na tabela-resumo (visão do acionista). A linha de giro (12,5%) incide só sobre o contas a receber e não entra nessa média.

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Resumo - os 12 cenários sob as decisões escolhidas

Cada linha é um cenário industrial do plano (planta × linha × gramatura). Duas visões, para não misturar assuntos: Projeto avalia o negócio em si, sem dívida; Acionista mostra o efeito do financiamento sobre o capital próprio.

Cen.ConfiguraçãoInvestimentoLucro oper. acum. 5 anosLucro oper. acum. 10 anosVPL do projeto (@12%)MOIC 10 anos
R$ milhões, exceto múltiplos e %. Investimentos ex-linha de cups (detalhe no Anexo A). *Taxa média = ponderada entre ECA e BNDES pelo principal de cada cenário. DSCR mínimo do período com serviço de dívida; laranja < 1,2x.
O que significam VPL, TIR, MOIC e DSCR
  • VPL (valor presente líquido) - soma de todo o caixa que o projeto gera em 10 anos, trazido a valor de hoje por uma taxa de desconto, menos o investimento. VPL positivo = o projeto devolve mais do que custa, já remunerando o capital pela taxa exigida (12% a.a. acima da inflação para o projeto; 15% para o acionista alavancado). Ex.: VPL de R$ 40 M significa que o projeto "vale" R$ 40 M a mais do que aplicar o mesmo dinheiro a 12% a.a.
  • TIR (taxa interna de retorno) - a taxa de juros anual que o dinheiro investido efetivamente rende dentro do projeto. Comparável direto: TIR de 24% contra exigência de 12-15% = cria valor; abaixo disso, destrói.
  • MOIC (múltiplo do capital investido) - quantas vezes o caixa acumulado devolve o que foi investido, sem desconto no tempo. MOIC de 3x = cada R$ 1 investido virou R$ 3 ao longo de 10 anos. Simples e intuitivo, mas ignora QUANDO o dinheiro volta - por isso acompanha o VPL, nunca o substitui.
  • DSCR (índice de cobertura do serviço da dívida) - quantas vezes o caixa do ano paga a parcela do ano (juros + amortização). É a régua do banco: abaixo de 1,2x, exige garantias adicionais.
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Demonstrativo de resultado (DRE) - 10 anos, ano a ano

Formato de demonstrativo da equipe, em regime de competência; linha dupla no Ano 5 separa o horizonte original do plano da visão de 10 anos. Linhas em itálico são informativas (não somam na DRE). Com dívida ativa, a DRE segue até o lucro líquido; a visão de caixa está no Anexo C.

A

Anexo A - Detalhe do investimento (CAPEX)

Investimento por configuração, split importado/nacional e o que a ampliação compra
ConfiguraçãoFase 1 (ano 0)Ampliação (ano 2)TotalImportado*Nacional + civilFonte
LIOLinha 1.500 (Fábrica 03)26,0-26,0~9,1 (35%)~16,9Estudo rev06, conting. 15%
LIO1.500 → 4.000 (Fábrica 03)26,037,563,5~24,1 (38%)~39,4 (incl. civil 7,0 na fase 2)Estudo 1,5→4,0 rev02
LIOLinha 4.000 direta (Fábrica 03)61,4-61,4~24,6 (40%)~36,8 (incl. civil 7,0)Estudo rev02, conting. 10%
INDEP.Linha 1.500 (prédio externo)32,8-32,8~9,8 (30%)~23,0 (incl. adequações do prédio)Estudo rev06, conting. 15%
INDEP.1.500 → 4.000 (prédio externo)32,837,570,3~24,8~45,5Fase 2 estimada = incremento da Fábrica 03
INDEP.Linha 4.000 direta (prédio externo)60,2-60,2~24,1 (40%)~36,1Estudo rev02, conting. 10%

Três notas de leitura:

  • Todos os valores excluem a linha de envase de cups (R$ 4,5 M de equipamento sem receita no plano - decisão de 10/07; volta como projeto próprio se o caso do cup fechar).
  • A ampliação 1.500→4.000 não troca máquinas - acrescenta. Todo o equipamento da fase 1 continua operando; a fase 2 instala, ao lado, um novo conjunto de cozimento, secadores, caldeira, dosadora e forno adicionais, levando a capacidade de 1.500 para 4.000 kg/h. Fazer em duas fases custa apenas ~R$ 2,3 M a mais do que comprar a linha 4.000 de uma vez - é o preço de decidir a segunda fase só depois de a demanda estar provada.
  • Importado = Cabinplant (Dinamarca) + Jiude (China) + fretes: é a parcela elegível ao crédito de exportação (ECA) e a exposta a câmbio - recomenda-se travar com os fornecedores, já no ano 0, o preço da ampliação futura. Percentuais de split são estimativas a refinar com a lista de itens.
B

Anexo B - Metodologia e premissas de cálculo

Como cada linha é calculada, período a período

Demonstrativo de resultado (formato da equipe Liotécnica)

  • Receita: volume × preço de venda, ajustado a valor presente (prazo de 45 dias a 1,5% a.m.);
  • Impostos sobre venda: 21,73% (NCM 1904.90, sem substituição tributária);
  • CMV: custo unitário dos estudos da equipe - já inclui depreciação, manutenção e custos indiretos de fábrica por taxa horária;
  • Frete: 7,5% da receita líquida (planta Lio) ou 3% (independente); comissão comercial só na independente, sobre o faturamento bruto;
  • Despesas fixas: R$ 0,33 M/ano (Lio) ou R$ 3,60 M/ano com aluguel (independente);
  • Comercial e trade (linha adicionada por este trabalho - o plano original assumia custo zero): planta Lio R$ 1,5 → 4,0 M/ano (gerência de vendas, executivos de conta e promotores/reposição em loja, escalonando com a cobertura); planta independente R$ 0,6 → 1,6 M/ano (apenas execução em loja - a função de VENDA já é paga pela comissão de 10% da equipe terceirizada, evitando dupla contagem);
  • Despesas pré-operacionais: R$ 1,5 M no ano 0 (contratação e treinamento antecipados, comissionamento, insumos de teste) - pagas pelo capital próprio e aproveitadas como prejuízo fiscal inicial;
  • Juros conforme financiamento; IR/CSLL de 34% sobre o lucro após juros, com limite de 30% ao ano na compensação de prejuízos anteriores;
  • Anos 6-10 em regime: volume, custo e preço do ano 5.

Volumes

  • Rampa dos arquivos da equipe até a capacidade de cada linha (o bloco de 74 g limita a linha 4.000 em 88,25 M un/ano);
  • Pendências da equipe ainda não refletidas: revisão de custos indiretos e de volumes (ano 3 das linhas 1.500; ano 5 das 4.000).

Fluxo de caixa e métricas de valor (Anexo C)

  • Caixa do ano = lucro líquido + depreciação (não é saída de caixa) - variação do contas a receber - amortização da dívida - investimento + captações;
  • VPL do projeto: fluxo sem dívida, descontado a 12% a.a. real;
  • VPL do acionista: fluxo do capital próprio (10 anos), descontado a 15% a.a. real;
  • MOIC: caixa acumulado ÷ capital investido, em 10 anos;
  • Valores em R$ constantes (sem inflação) - por isso todas as taxas são reais.

Capital de giro

PremissaValorOrigemRisco / validação
Prazo de recebimento45 diasPlano da equipeAtacarejo pratica 60-75 dias com fornecedor novo: cada +15 dias ≈ +R$ 9,5 M de giro e +R$ 1,2 M/ano de juros no regime - em validação com o comprador
Estoques30 dias de CMVEstimativa deste trabalhoValidar com supply (shelf-life longo permite estocar mais; lançamento exige encher o canal)
Prazo de fornecedores30 diasEstimativa deste trabalhoArroz (commodity) frequentemente é à vista ou prazo curto - encurtar o prazo aumenta a necessidade líquida
  • Com estoques e fornecedores em 30 dias cada, um financia o outro - a necessidade líquida de giro é o contas a receber (~R$ 28 M no regime), financiado integralmente pela linha bancária a 12,5% a.a. real, cujo juro corre na DRE em qualquer configuração;
  • O modelo é anual e não captura o pico de giro dentro do ano de lançamento (encher o canal no trimestre de entrada consome mais que a média anual).

Chamadas de capital

  • Quando o caixa do ano ficaria negativo, o modelo dispara aporte adicional dos sócios no valor exato do déficit - o caixa nunca fica abaixo de zero, e cada chamada entra no fluxo do acionista, no capital social e nas métricas de retorno (TIR/VPL/MOIC do acionista). Bancos podem exigir, além disso, conta-reserva de 6-12 meses de serviço - não modelada.

Balanço patrimonial (Anexo D)

  • Ativo: caixa acumulado da operação, contas a receber (45 dias), estoques (30 dias de CMV) e imobilizado líquido (investimento menos depreciação acumulada, limitado a zero);
  • Passivo e PL: fornecedores (30 dias), linha de giro (= contas a receber - sempre ativa, pois capital de giro é necessidade operacional independente da dívida de investimento), saldo devedor de ECA + BNDES, capital social (aportes + chamadas) e lucros retidos (sem distribuição de dividendos - premissa);
  • Nos cenários de linha única, a depreciação embutida no CMV pelo método da equipe excede a vida do ativo nos anos finais - a linha de lucros retidos absorve essa diferença (pequena) para o balanço fechar.

Escopo desta versão

  • Preço único em todos os canais e verba comercial de canal zero, como no plano original - a visão multicanal com verbas de varejo está no modelo integrado (arquivo v3).
C

Anexo C - Fluxo de caixa do acionista, por cenário

Visão de caixa (inclui o ano 0): do lucro líquido ao caixa que efetivamente entra e sai do bolso do acionista. Com dívida em 0%, mostra o fluxo do projeto financiado só com capital próprio.

D

Anexo D - Balanço patrimonial, por cenário

Balanço simplificado da operação, ano 0 a ano 10: de um lado o que ela possui (caixa acumulado, contas a receber, estoques, máquinas líquidas de depreciação); do outro, quem financiou (fornecedores, linhas de crédito, dívida de longo prazo, capital dos sócios e lucros retidos - sem distribuição de dividendos no período). Ativo = Passivo + PL por construção. Duas notas de leitura: o caixa nunca fica negativo porque o modelo dispara chamadas de capital automáticas - quando a operação consome mais do que tem, os sócios aportam exatamente o necessário, e esse aporte entra no capital social, no fluxo do acionista (Anexo C) e nas métricas de retorno; e nos cenários 1-2 com dívida, restam ~R$ 3,3 M de BNDES da fase 2 no balanço do ano 10 - a tranche vence no ano 12, além do horizonte.